Matérias estranhas em doces de amendoim e de leite vendidos por ambulantes na cidade de São Paulo
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Palavras-chave

matérias estranhas
sujidades leves
análise microscópica
doce de amendoim
doce de leite

Como Citar

1.
M. Morelli S. Rodrigues R, Correia M, Regina Franzolin M, Baggio D. Matérias estranhas em doces de amendoim e de leite vendidos por ambulantes na cidade de São Paulo. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 30º de junho de 1998 [citado 25º de abril de 2024];57(1):81-6. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/36625

Resumo

Foram analisadas 351 amostras de doces de amendoim e 157 de doces de leite, no período de janeiro/1993 a janeiro/Ivv-l, adquiridas mensalmente em dez barracas de ambulantes de doces, distribuídas em quatro regiões da Cidade de São Paulo/SP. O objetivo do trabalho foi a adequação de métodos para pesquisa de matérias estranhas e avaliação das condições sanitárias desses produtos, durante as quatro estações do ano, utilizando-se métodos da "Association of Oíficial Analytical Chcmists", 15 ed., 1990. Os métodos permitiram obter material adequado para leitura e identificação das matérias estranhas, sem resíduos interferentes que dificultassem o diagnóstico da análise. Do total de amostras de doces de amendoim e de leite, 32,8% e 28,7%, respectivamente, estavam aprovadas, segundo as normas legais vigentes brasileiras. Das 351 amostras de doces de amendoim, 60,7% continham fragmentos de insetos, 11,7% ácaros e 6,8% estavam contaminadas com pêlos de roedor. Das 157 amostras de doces de leite, 58,6% estavam contaminadas por fragmentos de insetos, 26,8% por ácaros c 5,7% por pêlos de roedor. Os números médios de fragmentos de insetos, ácaros e pêlos de roedor, em relação às amostras condenadas, foram 8,6; 11,3 e 1,4 para os doces de leite e 6,5; 6,5 e 1,1 para os doces de amendoim, respectivamente. As estações do ano que apresentaram o maior perccntual de amostras positivas para fragmentos de insetos e pêlos de roedor foram o outono e o inverno, para os doces de amendoim, e o outono para os doces de leite; para ácaros, o maior percentual de amostras positivas ocorreu no verão.

https://doi.org/10.53393/rial.1998.57.36625
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Referências

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