Avaliação do biiodeto de mercúrio como preservativo de material biológico
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Palavras-chave

preservativo de material biológico, biiodeto de mercúrio (HgI 2)
biiodeto de mercúrio como preservativo de material biológico
fezes, preservativo de material biológico

Como Citar

1.
Aguiar PR de, Ventura VR, Burkart IHV, Nascimento JA do, Lima IAR de, Westphalen S da R. Avaliação do biiodeto de mercúrio como preservativo de material biológico. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 30º de junho de 1981 [citado 17º de junho de 2024];41(1):47-52. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/36993

Resumo

Foi feita uma avaliação do biiodeto de mercúrio (HgI 2 ) como preservativo de material biológico, tendo em vista a sua capacidade de conservação por longo tempo, e a propriedade de não aglutinar partículas. Ao sedimento obtido de 400 amostras de fezes acrescentou-se o iodo-mercurato de potássio a 0,20/0, preparado com formol, álcool e soluto fisiológico, na proporção de três partes de conservante para uma parte de sedimento. Numa segunda etapa empregou-se o conservante a 0,1%, preparado com benzeno, álcool, e soluto fisiológico isotônico. Como controles utilizaram-se os conservantes de Railliet & Henry, o MIF (mertiolato, iodo e formol) e o de Schaudinn. Os resultados avaliados após seis meses revelaram que o iodo-mercurato de potássio a 0,2% (primeira fórmula) preservou adequadamente cistos e trofozoítos de protozoários, além de ovos e exemplares adultos de helmintos, com exceção dos ovos de Humenolepis nana e Hymenolepis diminuta, que se apresentaram mais bem conservados usando a segunda fórmula. Resultados semelhantes obtiveram-se com os controles, evidenciando-se o iodo-mercurato de potássio pela propriedade de não aglutinar as partículas de fezes.

https://doi.org/10.53393/rial.1981.41.36993
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