Desenvolvimento de anticorpo policlonal direcionado para a proteína recombinante NS1 do vírus Zika e padronização pela técnica imuno-histoquímica
Capa da Revista do Instituto Adolfo Lutz, volume 83, suplemento 1 de 2024, referente ao XI Encontro do Instituto Adolfo Lutz sobre desafios do laboratório de saúde pública.
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Keywords

Vírus Zika
Anticorpo
Imuno-Histoquímica

How to Cite

1.
Catarino RM, Prudêncio CR, Miguita K, Carneiro EMP, Kanamura CT, Duarte-Neto AN, et al. Desenvolvimento de anticorpo policlonal direcionado para a proteína recombinante NS1 do vírus Zika e padronização pela técnica imuno-histoquímica. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 2024 Nov. 3 [cited 2026 Jun. 26];83:e40818. Available from: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/40997

Abstract

O vírus Zika (ZikV) é um flavivírus emergente transmitido por artrópodes causando grande preocupação quando a infecção ocorre durante a gravidez, afetando os recém-nascidos com doenças neurológicas ou perda fetal. A proteína recombinante não estrutural 1 (NS1) do ZikV, por ter alta imunogenicidade, é utilizada para o desenvolvimento de imunobiológicos como ferramenta de diagnóstico. Nosso objetivo foi produzir, purificar e padronizar o anticorpo policlonal direcionado às proteínas de NS1 do ZikV por imuno-histoquímica (IHQ). A proteína NS1 clonada em vetor (3 mg/mL) foi associada aos adjuvantes completo e incompleto de Freud e inoculada via intramuscular em coelhos (New Zealand), com 3 (três) imunizações em intervalos de 21 dias. O soro imune foi precipitado 40% com sulfato de amônio saturado, procedendo a diálise por 24 horas em solução salina tamponada (PBS) em pH 7,0 seguida por dosagem proteica pelo método de Biureto (1,4 mg/dL). A padronização foi feita pela técnica IHQ em controles positivos de blocos celulares infectados com ZikV, fixados em formol, embebidos em parafina e posterior cortes de 3 micrômetros. A recuperação antigênica foi realizada em sob pressão em pH neutro, a seguir aplicado o anticorpo primário específico purificado nas diluições 1/1000, 1/2000, 1/5000 e 1/10000. Os controles negativos foram realizados nas mesmas amostras utilizando o soro de coelho não imune e PBS pH 7,4. No procedimento de amplificação da reação, utilizou-se o sistema de polímeros conjugado com anticorpo secundário e fosfatase alcalina, revelação com o cromógeno, e posterior análise das lâminas em microscópio óptico. A imunoreatividade foi detectada no citoplasma das células infectadas por ZikV com melhor resultado na diluição 1/10000, confirmando a coloração da reação nos controles positivos e ausência de coloração nos controles negativos. Concluímos que o anticorpo policlonal desenvolvido demonstrou ser eficaz e excelente ferramenta para o diagnóstico imuno-histoquímico na detecção da infecção pelo ZikV.

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Copyright (c) 2024 Regina Maria Catarino, Carlos Roberto Prudêncio, Karen Miguita, Eliane Margareth Pimenta Carneiro, Cristina Takami Kanamura, Amaro Nunes Duarte-Neto, José Eduardo Raeffray Barbosa, Jerenice Esdras Ferreira

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