Perspectivas de eliminação da hanseníase

Autores

  • Wagner Nogueira Coordenador do Programa de Controle de Hanseníase do Estado de São Paulo
  • Mary Lise Carvalho Marzliak Médica Sanitarista - Divisão de Hanseníase do CVE
  • Otília S. J. Gonçalves Pesquisadora Cientifica
  • Mitie Tada L.R.F. Brasil Diretora da Div. de Hanseníase do CVE

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.1995.v20.35447

Palavras-chave:

Eliminação da hanseníase, POT, Prevalência

Resumo

Os avanços na terapêutica e a implantação da poliquimioterapia, bem como as mudanças no conceito de cura conduziram a uma nova realidade na história secular da hanseníase no mundo, invertendo-se o fluxo de entradas e saídas do registro ativo de doentes, com importante queda do coeficiente de prevalência. No Brasil, após grandes investimentos na reorganização de serviços, com ênfase na capacita cão de pessoal e suprimento de medicamentos, os resultados da poliquimioterapia foram marcantes a partir de 1991. No Estado de São Paulo a série histórica de 1924 a 1994 da Prevalência mostra um decréscimo desde a década de 70, sendo esta redução bem mais acentuada a partir de 1991 com a implantação em massa da poliquimioterapia. Os resultados deste esquema no mundo foram avaliados na 445 Conferência Mundial de Saúde, na qual os países membros comprometeram-se a eliminar a hanseníase como problema de Salida Pública até o ano 2.000. Finalizando são apresentadas as expectativas de alcance desta meta pelo Brasil e Estado de São Paulo identificando-se como principais obstáculos para a redução da prevalência a níveis de eliminação os critérios normatizados para alta estatística e a possibilidade de ocorrência de recidivas, em fase de estudos.

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Publicado

30-06-1995

Como Citar

1.
Nogueira W, Marzliak MLC, Gonçalves OSJ, Brasil MTL. Perspectivas de eliminação da hanseníase. Hansen. Int. [Internet]. 30º de junho de 1995 [citado 23º de julho de 2024];20(1):19-28. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35447

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