Alguns aspectos sobre a hanseníase na região de Londrina PR., 1968-1978 — 1. características gerais

Autores

  • Eduardo Abujamra ASSEIS Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.
  • Nilton TORNERO Docentes do Depto. Materno Infantil e Saúde Comunitária do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.
  • Lilia Bueno de MAGALHÃES Docentes do Depto. Materno Infantil e Saúde Comunitária do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.
  • Terezinha PRISCINOTTI Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.
  • Yonice Lisieux BARTH Acadêmica do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.
  • Neusa A. CASAGRANDE Acadêmicos do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR., Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.1981.v6.35609

Palavras-chave:

Hanseníase, Epidemiologia, Brasil-Londrina, PR

Resumo

Embora tenham-se informações globais para o Brasil em relação ao problema de hanseníase, poucos são os relatos da endemia em nível local, principalmente em municípios que não são capitais de estado. Os autores estudaram algumas características da endemia em pacientes diagnosticados no Centro de Saúde de Londrina entre 1968 e 1978. Foram estudados todos os prontuários de pacientes diagnosticados no período num total de 858. Encontrou-se que 13,3% dos pacientes diagnosticados tinham até 20 anos; as formas altamente contagiantes (V + D) somaram 43,9% do total; a forma I contribuiu com 29,5% dos casos diagnosticados e a forma T com 21,2%. 38,8% dos pacientes referiram tempo de início da doença menor que 2 anos. Em relação a forma de apresentação, a notificação ou denúncia foi a mais freqüente: 54,1% dos casos; seguiu-se a consulta dermatológica com 21,6%. 74,5% dos pacientes registrados provinham do Distrito Sanitário de Londrina; destes, 49,9% eram deste município. Estimou-se a "incidência" para o município de Londrina nos diferentes anos do estudo: essa taxa variou entre 6,6/100.000 hab. (1969) e 18,7/100.000 hab. (1973), sendo que a maioria dos valores estão acima de 15/100.000 hab. A prevalência, estimada para os últimos anos, somente, variou entre 3,11 e 3,49/1.000 hab.

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Referências

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6 NÓBREGA, R.C. & MASCAM, M. Aspectos epidemiológicos da hanseníase na região do Vale do Paraíba, SãoPaulo. Hans en. In t. 3(1):62-75,1978.

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Publicado

30-06-1981

Como Citar

1.
ASSEIS EA, TORNERO N, MAGALHÃES LB de, PRISCINOTTI T, BARTH YL, CASAGRANDE NA. Alguns aspectos sobre a hanseníase na região de Londrina PR., 1968-1978 — 1. características gerais. Hansen. Int. [Internet]. 30º de junho de 1981 [citado 3º de março de 2024];6(1):55-62. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35609

Edição

Seção

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