Sardinhas em óleo comestível. I. Avaliação dos parâmetros físico-químicos oficiais relacionados com o exame microbiológico e estudo da compatibilidade produto- embalagem em relação a compostos migrados
pdf

Palavras-chave

Sardinha (Sardina pilchardus) enlatada
Legislação
Análises físico-químicas e microbiológicas
Embalagem
Ferro e cromo

Como Citar

1.
Bacetti LB, Tavares M, Pascuet NS, Tiglea P, Scala Gelli D, Lobanco CM, Morais C de. Sardinhas em óleo comestível. I. Avaliação dos parâmetros físico-químicos oficiais relacionados com o exame microbiológico e estudo da compatibilidade produto- embalagem em relação a compostos migrados. Rev Inst Adolfo Lutz [Internet]. 30º de junho de 1994 [citado 17º de junho de 2024];54(1):44-50. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/RIAL/article/view/36531

Resumo

Neste trabalho são relatados os resultados de determinações físico-químicas e microbiológicas, segundo a legislação brasileira, durante um ano, em amostras de sardinha (Sardina pilchardus) enlatadas em óleo de soja, especialmente elaboradas. Foi avaliada a compatibilidade do produto com a embalagem (folha cromada revestida com verniz epoxi-fenólico) quanto aos compostos migrados. A embalagem mostrou-se adequada para este tipo de produto. Os níveis de ferro e cromo encontrados sugerem que estes metais, presentes no alimento, não provém da embalagem. A análise microbiológica do produto apresentou resultados de acordo com a legislação vigente. O teor de bases voláteis totais (BVT), a partir do primeiro dia após o processamento, foi superior ao limite máximo permitido (0,030 g/100g). A reação de Éber para gás sulfídrico (H2S) mostrou-se inconclusiva, não demonstrando correlação com os níveis de BVT e/ou exame microbiológico. Tais resultados sugerem revisão do limite estabelecido para BVT, bem como o estudo de outros parâmetros de avaliação da qualidade de pescado, pois o teor de BVT e/ou a reação de H2S, isoladamente, não asseguram a avaliação eficiente deste tipo de produto.

https://doi.org/10.53393/rial.1994.54.36531
pdf

Referências

1. AGGET, J & O'BRIEN, G. - Formation of chromium atoms in air-acetylene flames. Part. l. Analyst, V. 106, n. 1261, p.497-513.

2. APHA - Compendium of methods for the microbiological examination of foods. Marvin L. Speck, ed. 1984.

3. ARDITO, E.F.G. & SOLER, R.M. - A embalagem do pescado para o mercado interno e externo. In: Seminário sobre a industrialização de conservas de pescado, Santos, 1988. Trabalhos apresentados p. 265- 88.

4. BERAQUET, NJ. et al. - Métodos químicos na avaliação da qualidade de sardinha (Sardinella brasiliensis) fresca e processada termicamente. Col. Inst. Tecnol. Alim., V. 15, p. 141-70, 1985.

5. BERAQUET, NJ. - Observações sobre padrões de qualidade da sardinha em conserva. Bol. Inst. Tecnol. Alim., v.41, p.43-68, 1975.

6. BRASIL, Leis, Decretos, etc. - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de produtos de Origem Animal (aprovada pelo Decreto n° 30691, de 29/03/19251255, de 25/06/1962). Brasília, Min. da Agric. 1980, p. 78-85.

7. BRASIL, Leis, Decretos, etc. - Resolução n° 45/77, da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 01/02/1978. Seção I, pt. I, p. 1781-95.Aprova as listas de polímeros, resinas e respectivos aditivos e regulamenta seu emprego na elaboração ou revestimento de embalagens ...

8. BRASIL, Leis, Decretos, etc. - Portaria n° 01, de 28 de janeiro de 1987, da Divisão Nacional de Vigilância Sanitária de Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 12/02/1987. Seção I, p. 2197. Aprova os padrões microbiológicos para os produtos expostos à venda ou de alguma forma destinados ao consumo.

9. BRASIL, Leis, Decretos, etc. - Resolução n° 20/76, da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos. Diário Oficial, Brasília, 25/10/1976. Seção I, pt. I. p. 14181. Fixa para os alimentos infantis, como tais considerados os alimentos para lactantes, pré-escolares e escolares (até 14 anos), os limites de tolerância para contaminantes microbianos constantes dos anexos à presente Resolução.

10. BRASIL, Leis, Decretos, etc. - Resolução n° 35/76, da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 04/03/1977. Seção I, pt. I, p. 2526-8. Dispõe sobre o critério de avaliação da compatibilidade de artigos destinados a entrar em contato direto com os alimentos.

11. BULLARD, F.A. & COLLINS, J. - An improved method to analyse trirnethylamine in fish and the interference of ammonia and dimethyllamine. Fishery Bull., v. 78, n.2, p.465-73, 1980.

12. FARBER, L. - Freshness tests. In: BORGSTRON, G., Fish as food. New York, Academic Press, 1965. V. 4, pt 2, p.65-126.

13. FERREIRA, V. L. P. - Controle de qualidade na indústria de conservas de pescado. In: Seminário sobre a industrialização de conservas de pescado, Campinas, 1980. vol II. Seção 4. p. 1-16.

14. FERREIRA, V. L. P. & BERAQUET, N. J. – Controle de qualidade na indústria de pescado em conserva. Bol. Inst. Tecnol. Alim., v. 18, n. I,p.67-84, 1981.

15. FONTELES FILHO, A.A. & VIEIRA, R.H.S.F. - Ciência e tecnologia de organismos aquáticos. St. Johns's, New Foundland, MUN printing, 1989,4 v.

16. GARCIA, S. et al. - As reações de Éber na carne de frango tratada pelo frio. Higiene Alimentar, v. 7, n. 26, p. 36, 1993.

17. GEROMEL, E. J. & FORSTER, R. J. - Princípios fundamentais em tecnologia de pescados. São Paulo, Secretaria da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia. Coordenadoria da Indústria e Comércio, s.d., p. 55-62 (Série Tecnologia Agroindustrial, 11).

18. GEROMEL, E. J. & FORSTER, R. J. - Princípios fundamentais em tecnologia de pescados. São Paulo, Secretaria da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia. Coordenadoria da Indústria e Comércio, s.d., p. 11-31 (Série Tecnologia Agroindustrial, 11).

19. HUGHES, R. B. & JONES, N. R. - Measurement of hypoxanthine concentration in canned herring as an index of raw material, with a comment on flavour relations. J. Sci Food Agric., v. 17, p.434-36, 1986.

20. INSTITUTO ADOLFO LUTZ, São Paulo. – Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz, 3ª. ed.; São Pau- 10,1985, v. 1, p. 245-66 e 274-7.

21. INTERAÇÃO de embalagens metálicas com produtos alimentícios. Campinas, Instituto de Tecnologia de Alimentos, 1989, 91 p.

22. KAI, M. & MORAIS, C. - Vias de deterioração do pescado. In: Seminário sobre controle de qualidade na Indústria de pescado, Santos, 1988. Trabalhos apresentados. p. 13-16.
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 1994 Liliana Brancacio Bacetti, Mario Tavares, Neus Sadocco Pascuet, Paulo Tiglea, Dilma Scala Gelli, Cassia Maria Lobanco, Cleso de Morais

Downloads

Não há dados estatísticos.