Perfil dos beneficiários de pensão do estado de são paulo atingidos pela hanseníase: dados quantitativos e de prevenção de incapacidades

Autores

  • Regina Célia Pinheiro da Silva Mestre/ Universidade de Taubaté - UNITAU - (Aposentada).
  • Carmen Luiza Monteiro Paes Guisard Mestre - Ambulatório Regional de Especialidades de Taubaté da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
  • Heleida Nobrega Metello Especialista - Assistente Técnica da Coordenação do Programa de Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
  • Maria Emília Ferreira Especialista - Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes
  • Mary Lise C. Marzliak Especialista - Diretora Técnica da Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica em Hanseníase do CVE da Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadora Estadual do Programa de Controle da Hanseníase - SP.
  • Tânia Maria Guelpa Clemente 6 Especialista - Centro de Saúde Dr. Lourenço Quilici, Bragança Paulista.

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.2013.v38.35074

Palavras-chave:

Hanseníase, Inquéritos Epidemiológicos, Qualidade de Vida

Resumo

Trabalho originado do projeto de pesquisa da Divisão Técnica de Hanseníase da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, intitulado “Perfil Epidemiológico Social das Pessoas com Hanseníase, Beneficiários de Pensão do Estado de São Paulo”. Teve como objetivo conhecer os beneficiários das leis e decretos-lei que dispõem sobre pensão vitalícia intransferível e/ou transferível em pacientes de hanseníase, com foco na situação clínica e qualidade de vida, através de um inquérito de saúde. Foram realizadas entrevistas, através de formulário, com 631 beneficiários cadastrados em maio de 2007 pela Coordenadoria de Regiões de Saúde; destes foram entrevistados 485 sujeitos. Os principais resultados mostram que: homens e mulheres se equivalem numericamente; 42% se encontra na faixa etária de 71 a 80 anos; e 27% residem na área do Departamento Regional de Saúde - DRS1-Capital. Quanto à renda mensal, 59% recebem de um a dois salários mínimos. Os viúvos são maioria (41,45%), sendo que 72,14% deles são do sexo feminino. Os analfabetos perfazem 21,44% sem diferença entre os sexos e o maior porcentual (47,22%) refere-se aos beneficiários que não completaram o ensino fundamental. O maior gasto mensal foi com alimentação (77,11%) e medicamentos (70,31%). Constatou-se ocorrência de incapacidades em torno de 88% nas mãos e nos pés, e em 63% nos olhos. Incapacidades Grau 1 foram mais frequentes nas mãos (13,69%), e com Grau 2 a sede mais acometida foi os pés (78,12%). Conclui-se que a pensão é essencial para atendimento das necessidades básicas dos beneficiários e compõe a renda familiar.

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Referências

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Publicado

30-11-2013

Como Citar

1.
Silva RCP da, Guisard CLMP, Metello HN, Ferreira ME, Marzliak MLC, Clemente TMG. Perfil dos beneficiários de pensão do estado de são paulo atingidos pela hanseníase: dados quantitativos e de prevenção de incapacidades. Hansen. Int. [Internet]. 30º de novembro de 2013 [citado 21º de abril de 2024];38(1/2):37-46. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35074

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