Percepções da doença e do tratamento pelos pacientes tratados de hanseniase residentes em Palmas-Tocantins

Autores

  • Emyle Brito de Souza Universidade Federal do Tocantins (Discente do curso de Medicina)
  • Tiago Veloso Neves Discente do curso de Fisioterapia do CEULP-ULBRA
  • Ana Paula Mendes Diniz Enfermeira graduada pelo CEULP-ULBRA/Palmas- TO
  • Izabella Barbosa Reis Discente do curso de Medicina da UFT/Palmas-TO
  • Isabele Martins Valentim Discente do curso de Medicina da UFT/Palmas-TO
  • Elzirene Sousa Dias Rocha Preceptora do PET-Saúde/VS e Enfermeira da SEMUS/Palmas-TO
  • Maria do Socorro Nobre Bióloga, Mestranda em Ciências do Ambiente, Coordenadora em Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, Gerência de Vigilância Epidemiológica. Preceptora no PET-Saúde/Vigilância
  • José Gerley Díaz Castro Doutor, Tutor do PET-Saúde/VS e Professor Adjunto da UFT/Palmas-TO; Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde/ Vigilância em Saúde (PET-Saúde/VS); Universidade Federal do Tocantins(UFT); Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA) Secretaria Municipal de Saúde / Gerência de Educação na Saúde: 103 Sul, Rua SO 07, lote 03, Edifício Durval Silva, CEP 77.015-030, Palmas-TO. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Secretaria Municipal de Saúde de Palmas

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.2013.v38.35076

Palavras-chave:

Hanseníase, Preconceito, Estigma Socia

Resumo

O objetivo deste trabalho é conhecer a vivência dos sujeitos que passam pela experiência do tratamento de hanseníase na cidade de Palmas-Tocantins. Para tanto, utilizou-se um método de pesquisa de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada mediante roteiro semi-estruturado que continha a questão: “Gostaria de fazer algum comentário sobre a doença e o tratamento?” nos anos de 2011 e 2012. Participaram desse estudo 57 entrevistados que relataram sobre suas dores frente à doença e mudanças dos hábitos de vida. Comentaram ainda sobre os efeitos adversos dos medicamentos utilizados no tratamento, o desconhecimento da doença, a falta de apoio dos profissionais da saúde após o término do tratamento e o preconceito e vergonha que passaram. A partir da hanseníase entende-se a importância da dimensão psicossocial para o enfrentamento da doença, o sucesso do tratamento e das complicações implicadas. No trabalho descrito, percebem-se diferentes experiências e percepções dos pacientes que apontam o temor, a dúvida e a dor como constantes em seus tratamentos e depois deles.

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Referências

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Publicado

30-11-2013

Como Citar

1.
Souza EB de, Neves TV, Diniz APM, Reis IB, Valentim IM, Rocha ESD, Nobre M do S, Castro JGD. Percepções da doença e do tratamento pelos pacientes tratados de hanseniase residentes em Palmas-Tocantins. Hansen. Int. [Internet]. 30º de novembro de 2013 [citado 21º de abril de 2024];38(1/2):56-60. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35076

Edição

Seção

Artigos originais