Doença de Baggio-Yoshinari e acometimento neurológico. Relato de caso

Autores

  • Joseph Bruno Bidin Brooks Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil
  • Cristiano Silva Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil.
  • Cristiane Serra Souza Setor de Eletroencefalografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil. Correspondência: Joseph Bruno Bidin Brooks- Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo
  • Gisele Xavier Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil.
  • Herbert Hideshi Kai Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil
  • Margareth Reiko Kai Setor de Eletroneuromiografia do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo – São Paulo- Brasil

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.2012.v37.35090

Palavras-chave:

Doença Baggio-Yoshinari, Mielorradiculite, Hipertensão Intra-craneana

Resumo

W.N.S., gênero masculino, 36 anos, negro, natural e procedente de São Paulo (represa de Guarapiranga), professor do ensino médio e fundamental. Paciente deu entrada no pronto atendimento neurológico do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor Público Estadual de São Paulo com quadro de fraqueza progressiva nos membros inferiores dificultando a deambulação associado à alteração de sensibilidade iniciada há 6 meses desta avaliação. Negava febre, lesões cutâneas ou viagens prévias. Admitido com dor lombar, disautonomia (retenção urinária), força muscular grau IV e arreflexia de membros inferiores, com sinais de liberação piramidal à esquerda (reflexo cutâneo plantar), nível sensitivo em T9. Evoluiu com cefaléia e diplopia horizontal, seguida por paresia do VI nervo craniano à direita. Sem antecedentes pessoais mórbidos dignos de nota. Os exames complementares evidenciaram na ressonância nuclear magnética de coluna torácica, área focal de hipersinal nas seqüências T2/ Flair em nível T7-T8 de aspecto inespecífico (figura 1). Submetido a pesquisa de provas inflamatórias, sorologias, perfil reumatológico e protoparasitológico de fezes; todos normais Submetido a eletroneuromiografia que demonstrou  ultineuropatia lombossacra bilateral, padrão axonal e motora com francos sinais de denervação em atividade, inclusive em musculatura paravertebral torácica (T4-T7). Submetido a pesquisa de provas inflamatórias, sorologias, perfil reumatológico e protoparasitológico de fezes; todos normais. A análise liquórica evidenciou meningite linfomonocitária, sem a presença de células neoplásicas;O estudo de enzima-imuno-ensaio (ELISA) para Borrelia spp no líquor evidenciou IgM e IgG positivos, que determinaram o diagnóstico. Paciente tratado com Ceftriaxone endovenoso evoluiu com remissão completa dos sintomas.

Referências

1 Balcer LJ, Winterkorn JM, Galetta SL. Neuro-ophthalmic manifestations of Lyme disease. J Neuroophthalmol. 1997;17(2):108-21.
2 Yoshinari NH, Barros PJL, Bonoldi VLN, Ishikawa M, Battesti DMB, Pirana S, et al. Perfil da borreliose de Lyme no Brasil. Rev Hosp Clin Fac Med S Paulo. 1997;52(2):111-7.
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Publicado

30-06-2012

Como Citar

1.
Brooks JBB, Silva C, Souza CS, Xavier G, Kai HH, Kai MR. Doença de Baggio-Yoshinari e acometimento neurológico. Relato de caso. Hansen. Int. [Internet]. 30º de junho de 2012 [citado 28º de novembro de 2022];37(1):91-2. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35090

Edição

Seção

Resumos