Manutenção da endemia hansênica

Autores

  • Diltor Vladimir Araújo Opromolla Médico dermatologista, hansenologista. Diretor da Divisão de Pesquisa e Ensino. Coordenadoria dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde, Instituto “Lauro de Souza Lima”
  • Marcelo Araújo Opromolla Odontólogo, estagiário na área de estomatologia do Instituto Lauro de Souza Lima
  • Somei Ura Médico dermatologista, hansenologista, PqCIV. Coordenadoria dos Institutos de Pesquisa, Secretaria de Estado da Saúde, Instituto “Lauro de Souza Lima”.

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.2003.v28.35309

Palavras-chave:

virchoviano avançado, treinamento, envelhecimento, média de vida

Resumo

Discute-se o diagnóstico de uma paciente virchoviana avançada, com 61 anos, realizado em uma cidade do interior do Estado de São Paulo. Entre os fatores que levaram a esse diagnóstico tardio são considerados a pouca importância que muitas pessoas dão as alterações observadas na face com a velhice que quando acentuadas podem imitar alguns estados patológicos ou vice versa, e o desconhecimento da doença por muitos profissionais de saúde apesar dos esforços realizados para o seu treinamento. Esses casos não são muito freqüentes hoje mas existem e tem sua importância na manutenção da endemia principalmente pelas dificuldades que se encontra no exame de todos os seus contatos. É assinalado também que pacientes nessa faixa etária se falecerem antes do diagnóstico, poderão ter dado origem a casos novos que serão considerados como originários de contatos extradomiciliares. Os autores chamam a atenção para o número de casos multibacilares que foram diagnosticados no Estado na faixa etária de mais de 65 anos em 1999, 2000 e 2001, e que estão contribuindo para a persistência da hanseníase lembrando que um número maior pode já ter falecido sem que a doença tivesse sido detectada, muitas vezes devido à insuficiência no treinamento de pessoal.

Referências

1 BADGER, L. F. Epidemiology. In: COCHRANE, R.G. Leprosy in theory and practice. 2ed., 1964. p.69-97.
2 NOORDEEN, S.K. The epidemiology of leprosy. In: HASTINGS, Robert C. Leprosy. 2ed. Edinburg: Churchil Livingstone, 1994. p.29-45.
3 LOMBARDI, C.; FERREIRA, J.; MOTTA, C. de P.; OLIVEIRA, M. L. WAND-DEL-REY. Hanseníase: epidemiologia e controle. São Paulo (Estado). Imprensa Oficial; 1990. p.85.
4 INTERNATIONAL LEPROSY ASSOCIATION (ILA). Report of the Technical Forum. Paris. Int. J. Lepr., (Supplement), v. 70, n.1, p. 25-28, February, 2002.

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Publicado

30-06-2003

Como Citar

1.
Opromolla DVA, Opromolla MA, Ura S. Manutenção da endemia hansênica. Hansen. Int. [Internet]. 30º de junho de 2003 [citado 8º de fevereiro de 2023];28(1):85-8. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35309

Edição

Seção

Estudos de casos clínicos

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