Identificação dos alelos HLA de classe I e classe II em pacientes co-infectados com hanseníase e AIDS

Autores

  • Sônia Maria Usó Ruiz Silva Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru, SP - Mestre em Doenças Tropicais pela Faculdade de Medicina da UNESP- Botucatu. Pesquisador científico II, Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru, SP.
  • Claudia Peres Monteiro Carvalho Biomédica aprimoranda da FUNDAP Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru – São Paulo.
  • Elaine Valim Camarinha Marcos Mestre em Doenças Tropicais pela Faculdade de Medicina da UNESP - Botucatu. Pesquisador científico III, Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru – São Paulo.
  • Fabiana Covolo de Souza Mestre em Ciências pela Coordenadoria de Controle de Doenças. Pesquisador científico II, Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru – São Paulo.
  • Somei Ura Mestre em Doenças Tropicais pela Faculdade de Medicina da UNESP - Botucatu. Diretor da Divisão de Pesquisa e Ensino e Pesquisador científico V, Instituto Lauro de Souza Lima – Bauru – São Paulo.
  • Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida Mestre em Doenças Tropicais pela UNESP de Botucatu. Médico Infectologista da Faculdade de Medicina da UNESP de Botucatu.

DOI:

https://doi.org/10.47878/hi.2006.v31.36347

Palavras-chave:

HLA, hanseníase, aids, co-infecção hanseníase/ aids

Resumo

O complexo HLA tem sido amplamente estudado, na
tentativa de elucidar os mecanismos que levam ao direcionamento da forma clínica na hanseníase. Foram observadas associações positivas dos alelos HLA-DR2 e HLA-DR3, com a forma tuberculóide (HT) e do alelo HLADQ1, com a forma virchoviana (HV). Em relação ao HIV os alelos de classe I, HLA-B35 e HLA-Cw4 parecem estar mais fortemente associados com a deterioração imunológica e com a aceleração da progressão para a aids e os alelos HLA-A1, HLA-B8, HLA-B27, HLA-Cw7 e os de classe II, HLADR3 e HLA-DQ2 com a progressão lenta da doença. Por não haver nenhum dado na literatura descrevendo a participação dos alelos HLA em indivíduos co-infectados com hanseníase e HIV, o presente estudo teve como objetivo avaliar a freqüência dos alelos HLA de Classe I e II (locus A, B, C, DR e DQ) em pacientes co-infectados, atendidos no Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru. Foi possível observar que a presença de alelos descritos na literatura como associados com rápida progressão da aids parece não infl uenciar no espectro clínico da hanseníase. Embora a infecção pelo HIV cause profundos danos no sistema imune, não houve direcionamento para a forma virchoviana multibacilar como se poderia esperar. Estudos abrangendo maior casuística devem ser conduzidos para que os resultados sejam mais informativos uma vez que a co-infecção HIV/M.leprae é um evento importante em área endêmica para ambas as doenças.

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Publicado

30-11-2006

Como Citar

1.
Silva SMUR, Carvalho CPM, Marcos EVC, Souza FC de, Ura S, Almeida RAM de B. Identificação dos alelos HLA de classe I e classe II em pacientes co-infectados com hanseníase e AIDS. Hansen. Int. [Internet]. 30º de novembro de 2006 [citado 19º de maio de 2024];31(2):29-34. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/36347

Edição

Seção

Artigos de investigação científica

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