Intercorrências pelas drogas utilizadas nos esquemas poliquimioterápicos em hanseníase

Autores

  • Maria Eugenia Noviski GALLO Pesquisador Titular - Laboratório de Hanseníase/FIOCRUZ-RJ
  • José Augusto da Costa NERY Pesquisador Adjunto - Laboratório de Hanseníase/FIOCRUZ-RJ
  • Cláudia de Castro GARCIA Bolsista do Lab. de Hanseníase - Pós-Graduação em Dermatologia - UFF

Palavras-chave:

Poliquimioterapia em Hanseníase, Intercorrências pelas drogas

Resumo

Os autores apresentam as intercorrências clínicas atribuídas as drogas utilizadas nos esquemas poliquimioterápicos padronizados pela Organização Mundial da Saúde para o tratamento da Hanseníase. O estudo abrange a experiência adquirida em 8 anos com um total de 980 pacientes sendo 496 (50%) alocados no esquema para paucibacilares e 484 (49,3%) e para multibacilares. Foram observadas intercorrências atribuídas as drogas utilizadas - Rifampicina, Dapsona e Clofazimina, em 18 (1,8%) dos casos. Entre os paucibacilares os efeitos colaterais ocorreram em 10 (2%) e entre os multibacilares em 8 pacientes (1,6%). Em todos os casos o esquema padrão foi adaptado permitindo a continuidade do tratamento.

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Publicado

30-11-1995

Como Citar

1.
GALLO MEN, NERY JA da C, GARCIA C de C. Intercorrências pelas drogas utilizadas nos esquemas poliquimioterápicos em hanseníase. Hansen. Int. [Internet]. 30º de novembro de 1995 [citado 7º de dezembro de 2022];20(2):46-50. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/36487

Edição

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