A hanseníase e o seu processo diagnóstico*
Capa da revista Hansenologia Internationalis, volume 32, número 1, 2007, apresentando uma lâmina histológica de tecido epitelial em tons de rosa.
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Palabras clave

hanseníase
diagnóstico
paciente

Cómo citar

1.
Santos DCM dos, Nascimento RD do, Gregório VR do N, Silva MRF da. A hanseníase e o seu processo diagnóstico*. Hansen. Int. [Internet]. 30 de junio de 2007 [citado 25 de junio de 2026];32(1):19-26. Disponible en: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/35185

Resumen

Este estudo tem como objetivo identificar nos relatos de pacientes de hanseníase as principais dificuldades sentidas para obtenção do diagnóstico da doença. Utilizou-se uma abordagem qualitativa com análise de entrevistas semi-estruturadas feitas aos portadores de hanseníase no ambulatório de Dermatologia Sanitária do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, Recife-PE. Entrevistaram-se 21 pacientes, entre 9 a 73 anos, no período de dezembro de 2004 a janeiro de 2005. A maioria dos entrevistados apresentou diagnóstico tardio da doença. Da análise do conteúdo emergiram quatro categorias: estigma da hanseníase, percepção de estar doente, conhecimento sobre a doença e baixa resolutividade do serviço. Sentimentos de medo, rejeição e negação da doença dificultaram o diagnóstico precoce de um dos entrevistados. Uma parte dos entrevistados só percebeu algum sinal da doença quando já apresentavam a doença nas formas clínicas polarizadas e transmissíveis. Outros, por desconhecimento ou conhecerem de forma limitada a doença retardaram a procura ao serviço. A maioria considerou que o diagnóstico tardio estava relacionado, sobretudo à baixa resolutividade do serviço na confirmação dos casos. Alguns demoraram cerca de 3 anos desde a primeira procura ao serviço até o diagnóstico. O estudo revelou que as dificuldades que os entrevistados encontraram para o diagnóstico da hanseníase estavam relacionadas ao estigma, a não percepção, ao desconhecimento ou conhecimento limitado da doença e a procura ao serviço. Os resultados sugerem que, o estigma da doença ainda persiste no imaginário da população, a qual apresenta um desconhecimento sobre as características da doença. O resultado mais preocupante se refere à qualificação dos profissionais no diagnóstico da enfermidade.

https://doi.org/10.47878/hi.2007.v32.35185
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