Saberes e práticas de Agentes Comunitários de Saúde acerca da hanseníase
Capa da revista Hansenologia Internationalis, volume 51, 2026, com o título em destaque e uma lupa focada em um grupo de figuras humanas estilizadas, simbolizando pesquisa e saúde pública.
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Palavras-chave

Hanseníase
Agentes comunitários de saúde
Conhecimentos, atitudes e prática em saúde
Atenção primária à saúde
Educação continuada

Como Citar

1.
Sarmento WM, Vieira CRD, Silva BN da, Veras GCB. Saberes e práticas de Agentes Comunitários de Saúde acerca da hanseníase. Hansen. Int. [Internet]. 4º de agosto de 2026 [citado 14º de agosto de 2026];51:e42109. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/42109

Resumo

Introdução: hanseníase é um grave problema de saúde pública no Brasil. Os Agentes Comunitários de Saúde desempenham papel fundamental no controle da doença na atenção primária, o que justifica a necessidade de investigar sua atuação diária. Objetivo: investigar, com base em seus relatos, os saberes e as práticas de Agentes Comunitários de Saúde acerca da hanseníase. Métodos: trata-se de um estudo descritivo e qualitativo, realizado com treze agentes em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e submetidos à Análise de Conteúdo, com o auxílio de um software de processamento de texto. Resultados: os achados revelaram saberes limitados, com concepções equivocadas sobre transmissibilidade, letalidade e situação epidemiológica. As práticas restringiram-se principalmente à identificação de lesões cutâneas, ao encaminhamento à unidade de saúde e à supervisão medicamentosa, indicando fragilidades na realização contínua da busca ativa e a presença de atitudes que podem perpetuar o estigma, como o distanciamento físico dos pacientes. Conclusão: o conhecimento insuficiente pode repercutir negativamente na prática, pois dificulta a identificação precoce e contribui para a manutenção da cadeia de transmissão. Recomenda-se o investimento em educação permanente para qualificar esses profissionais, mitigar preconceitos e fortalecer o controle da hanseníase nos territórios.

https://doi.org/10.47878/hi.2026.v.51.42109
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