Análise do grau de incapacidade física em pacientes com hanseníase atendidos em serviço especializado no município de Guarapuava, estado do Paraná, Brasil
Capa da revista Hansenologia Internationalis, volume 51, 2026, com o título em destaque e uma lupa focada em um grupo de figuras humanas estilizadas, simbolizando pesquisa e saúde pública.
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Palavras-chave

Grau de incapacidade física
Hanseníase
Hanseníase multibacilar
Mycobacterium Leprae

Como Citar

1.
Castro JM de, Portella AFR, Rank BMC, Moro MWS. Análise do grau de incapacidade física em pacientes com hanseníase atendidos em serviço especializado no município de Guarapuava, estado do Paraná, Brasil. Hansen. Int. [Internet]. 28º de outubro de 2026 [citado 2º de novembro de 2026];51:e42215. Disponível em: https://periodicos.saude.sp.gov.br/hansenologia/article/view/42215

Resumo

INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com predileção pela pele e pelos nervos periféricos, podendo resultar em incapacidades físicas quando não detectada oportunamente. O grau 2 de incapacidade física constitui importante indicador epidemiológico relacionado à detecção tardia da doença. No Paraná, o planejamento estadual de controle da hanseníase estabelece como referência uma proporção de grau 2 de incapacidade física no diagnóstico inferior a 10%. Para fins deste estudo, essa referência foi considerada no período correspondente aos anos de 2017 a 2024, que compõem o recorte temporal da amostra analisada. OBJETIVO: Avaliar a proporção de casos com grau 2 de incapacidade física entre pacientes com hanseníase atendidos em serviço especializado de Guarapuava, no estado do Paraná, Brasil, no período de 2017 a 2024, em relação ao valor de referência de 10%, bem como analisar sua distribuição segundo sexo, faixa etária e ano de diagnóstico. MÉTODOS: Estudo observacional, retrospectivo, transversal, descritivo e analítico, baseado na análise de prontuários eletrônicos de pacientes com hanseníase acompanhados no Serviço de Atendimento Especializado de Guarapuava. Dos 200 prontuários inicialmente avaliados, 79 atenderam aos critérios de elegibilidade. Foram analisados grau de incapacidade física no início do tratamento, sexo, faixa etária e ano de diagnóstico. A proporção de grau 2 de incapacidade física foi estimada com intervalo de confiança de 95% e comparada ao valor de referência de 10% pelo teste binomial. As associações com sexo e faixa etária foram avaliadas por testes exatos, e a distribuição anual foi analisada descritivamente. RESULTADOS: Dos 79 indivíduos analisados, 41 (51,9%) apresentaram grau 0, 26 (32,9%) grau 1 e 12 (15,2%) grau 2 de incapacidade física. A proporção de grau 2 de incapacidade física foi de 15,2% (IC95%: 7,1%–23,3%), numericamente superior ao valor de referência de 10%, porém sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,131). Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre grau 2 de incapacidade física e sexo (p = 1,000) ou faixa etária (p = 0,104). A distribuição anual apresentou variações, sendo interpretada exclusivamente de forma descritiva devido ao reduzido número de casos em alguns anos. CONCLUSÃO: A ocorrência de grau 2 de incapacidade física em 15,2% dos casos evidencia a presença de incapacidade física no início do tratamento, embora essa proporção não tenha diferido estatisticamente do valor de referência de 10%. Os achados reforçam a importância do monitoramento do grau de incapacidade física e da adoção de estratégias voltadas à detecção oportuna e à prevenção de incapacidades.

https://doi.org/10.47878/hi.2026.v.51.42215
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Referências

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